O gás carbônico é o principal subproduto da queima dos combustíveis fósseis para obtenção de energia. Não há como obter energia a partir da matéria orgânica sem gerar gás carbônico.
O gás carbônico é mais denso que a mistura gasosa que compõe a atmosfera. Por isso, a tendência do referido gás é permanecer nas camadas mais baixas da atmosfera. A mistura do gás carbônico com os gases atmosféricos só acontece devido à variação da pressão, ventilação, movimentação dos mares e oceanos, movimentação da terra, ventos, chuvas e calor solar.
O gás carbônico é isolante térmico, não é tóxico, é inerte, mas por ser mais denso que o ar, expulsa o oxigênio dos ambientes mais baixos, ocupando seus espaços, podendo provocar asfixia.
Os grandes centros produzem gigantescos volumes aquecidos de gás carbônico, que pelos motivos expostos, ficam estacionados no local da sua geração, formando bolsões térmicos sobre o local de origem com pouca ou nenhuma dissipação ou movimentação.
Imaginemos o estrago que um bolsão térmico, contendo baixas temperaturas faz quando rompe um grande volume de massa de gás carbônico aquecida.
Pode-se fazer uma experiência bastante simples enchendo duas bexigas de borracha, dessas usadas em festas infantis. Coloque uma na geladeira e outra deixe a temperatura ambiente ou, melhor ainda, sob o sol quente.
Após meia hora, pressione uma contra a outra, fazendo com que se rompam simultaneamente. Observaremos a formação de gotículas de água se precipitando imediatamente. Fenômeno parecido acontece freqüentemente ao nosso redor. Por exemplo, a cidade de São Paulo após um dia inteiro recebendo descarga
de gás carbônico e vapor aquecido durante todo o dia. A atmosfera local está aquecida e saturada de gases, principalmente de gás carbônico. Não nos esqueçamos que São Paulo fica localizada num planalto bem acima do nível do mar e a massa fria que vem do sul, à medida que caminha, vai se aquecendo e as moléculas aquecidas tendem a procurar pontos mais altos.
Quando as duas massas de gases se encontram, a quente que está estacionária e a fria que está chegando, invadindo a massa mais quente, acontece uma rápida precipitação atmosférica. As águas se precipitam de uma só vez, provocando enchentes catastróficas.
Quanto mais gás carbônico na atmosfera, pior será a situação. O gás carbônico dificulta a mobilidade dos gases por ser mais denso, formando barreiras, impedindo a mistura e homogeneização dos gases e vapores e a conseqüente irregular distribuição da umidade, concentrando-se em determinados locais e áreas diferentes. Daí a chuva mal distribuída, muitas vezes no centro de São Paulo chove torrencialmente e no subúrbio, a alguns quilômetros de distância, o sol brilha.
Esse fenômeno pode ser local ou global, é o efeito estufa. O efeito estufa está acabando com a vida no planeta, alterando o habitat e as condições de vida na terra. O calor não dissipa, não há equilíbrio térmico, resultando na sensação de frio ou calor excessivo.
O calor recebido do sol e o calor retido dos bolsões térmicos são somatórios, cumulativos e não há troca térmica com a irradiação natural para o espaço devido ao bloqueio formado pelo excesso de gás carbônico, havendo uma tendência a um aumento contínuo do calor, facilmente explicável, pois a cada segundo, o mundo queima mais barris de petróleo, mais ou menos 160000 litros.
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