terça-feira, 7 de setembro de 2010

saúde, a educação e serviços públicos

RIO - Como contribuinte em um país em que a saúde, a educação e serviços públicos essenciais deixam a desejar, sou contrário a que se desvie dinheiro público – ou seja, dos contribuintes– para construção de elefantes brancos que serão utilizados para três ou quatro jogos da Copa de 2014.


Todos nós temos consciência – aqueles que se preocupam pelas finanças públicas das entidades federativas do Brasil – de que, apesar de a carga tributária atingir a fantasmagórica cifra de 37% do PIB (entre tributos e penalidades, que constituem a obrigação tributária, nos termos do artigo 113 do Código Tributário Nacional), grande parte dela é dirigida apenas para remuneração dos servidores públicos, que, em nível de vencimentos e aposentadorias, estão muito acima dos cidadãos do segmento privado, que, sem gozarem de estabilidade, sofrem para ganhar o pão nosso de cada dia. Veja-se o que foi dedicado no orçamento para o Bolsa Família, 12 bilhões de reais, que atende 11 milhões de pessoas, enquanto aquilo que se oferece a menos de 1 milhão de servidores federais, chega a 183 bilhões de reais. E, apesar desta cifra, aumentos de até 56% estão sendo outorgados aos que deveriam servir à nação e, na verdade, se servem dela, sendo fartamente remunerados por nossos tributos.

Nada obstante, a carga tributária ser tão elevada, o investimento público para o desenvolvimento caiu quatro vezes, em relação ao período em que a carga se situava em 24%, como informou Delfim Netto, em palestra que proferimos juntos. Hoje, 37% do PIB geram um investimento público de 1%; antes, 24% geravam um investimento de 4% em relação ao mesmo PIB!

Todos nós temos plena consciência de que o SUS deixa a desejar, que o sistema de educação é sofrível, que a infraestrutura do país não comporta um desenvolvimento mais acelerado e que, se os governos gastassem menos em despesas de custeio e com a mão de obra oficial, poderíamos alcançar desenvolvimento econômico e social muito melhor.

Ora, com todas estas deficiências, desviar recursos públicos para construção de estádios, como ocorreu no Rio de Janeiro, com o Pan-Americano e a criação deste elefante branco, que é o Engenhão, representa, em verdade, desvio de dinheiro essencial para outras atividades públicas mais importantes.

Por outro lado, é do conhecimento geral que tanto a CBF como a Fifa e todo os seus patrocinadores têm recursos de sobra, aliás, bem utilizados pro domo sua pelos seus perpétuos dirigentes.

Parece-me fundamental – como a Folha de S.Paulo realçou em um de seus editoriais – que a CBF, a Fifa, seus patrocinadores, que são aqueles que organizam as Copas, utilizem seus próprios recursos, sem tirar o dinheiro do pobre contribuinte, que paga muito e recebe serviços públicos de má qualidade.

Creio que um movimento nacional deve ser organizado para que se preserve o dinheiro público destinando-o a funções relevantes do Estado e que o lazer, representado pelo esporte, seja financiado pelos que dirigem o futebol mundial e no Brasil.

Que os candidatos à Presidência e os governadores de estados não cedam à tentação de prometer com o chapéu alheio (dinheiro do contribuinte) auxílio para entidades que, todos sabemos, nadam em dinheiro. E que os prefeitos, que têm tão pouco do bolo tributário nacional, não desperdicem o escasso dinheiro público que possuem, na construção de novos estádios. Isto é tarefa das duas milionárias organizações do futebol internacional e brasileiro e não do poder público.

Ives Gandra Martins é professor de direito e escritor.

Canadá estuda matar 200.000 focas cinzentas em 5 anos

Agência AFP
MONTREAL - As autoridades canadenses avaliam a possibilidade de matar 220.000 focas cinzentas ou esterilizar 16.000 fêmeas num período de cinco anos, na ilha Sable Island, costa leste, para proteger a pesca do bacalhau, segundo documento oficial divulgado nesta sexta-feira.

Segundo o texto, o Ministério de Pesca e Oceanos do Canadá estima que 300.000 focas cinzentas que vivem na região dizimam as populações da espécie.
A iniciativa foi criticada por Mark Butler, do Centro de Ação Ecológica de Halifax, para quem esta não é uma solução de longo prazo.

"Se começarmos a matar focas para proteger o bacalhau, o morticínio deverá continuar durante séculos porque seus predadores naturais (como os tubarões) já foram dizimados. É um círculo vicioso", disse.
A Sable Island é considerada um paraíso das espécies. Segundo o informe, 80% das focas da região reproduzem aí e convivem com 400 cavalos selvagens e mais de 300 tipos de aves dentro de um ecossistema fragilizado.

Tanto a matança quanto a esterilização, são decisões ainda não tomadas pelo governo; custariam entre 20 e 35 milhões de dólares, exigindo o envio de veículos, combustível, trabalhadores.

18:25 - 28/05/2010
"Se começarmos a matar focas para proteger o bacalhau, o morticínio deverá continuar durante séculos porque seus predadores naturais (como os tubarões) já foram dizimados. É um círculo vicioso", disse.

A Sable Island é considerada um paraíso das espécies. Segundo o informe, 80% das focas da região reproduzem aí e convivem com 400 cavalos selvagens e mais de 300 tipos de aves dentro de um ecossistema fragilizado.
Tanto a matança quanto a esterilização, são decisões ainda não tomadas pelo governo; custariam entre 20 e 35 milhões de dólares, exigindo o envio de veículos, combustível, trabalhadores.

18:25 - 28/05/2010


- País considerado com um dos melhores IDHs mundiais preso a costumes assassinos antiqüíssimos.

Aquecimento global ou variabilidade?


Jorge Luiz Fernandes Oliveira *, Jornal do Brasil RIO –
Ao longo da história geológica da Terra verifica-se uma rica variação natural do clima. Durante bilhões de anos, o planeta passou por diversos períodos de aquecimento e resfriamento, com quatro grandes glaciações e outros menores. O último período frio, chamado de ?pequena era do gelo?, começou no século 15 e prolongou-se até a metade do século 19, quando o clima no Hemisfério Norte ficou muito rigoroso, congelando até o Rio Tamisa, no sul da Inglaterra. A Terra é um ecossistema vivo e em plena mutação. Compreender esse ecossistema significa entender a relação entre atmosfera, hidrosfera, litosfera, criosfera e biosfera. Essa tarefa não é fácil, porque os oceanos, que são verdadeiras máquinas térmicas, sequestram e armazenam carbono, além de influenciarem fortemente no clima do planeta. O aumento da temperatura do ar global pode alterar a capacidade dos oceanos de absorver carbono, resultando em uma transferência extra de CO2 para a atmosfera. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), em seu 4º relatório técnico, responsabilizou a sociedade pela elevação da temperatura do ar no século passado. O IPCC se baseou em três pontos básicos para afirmar que o clima está mudando: na série de temperatura do ar dos últimos 150 anos; no aumento da concentração de CO2 na atmosfera, a partir da revolução industrial, e nos resultados obtidos com modelos numéricos, a partir de cenários de aumento da concentração de CO2 na atmosfera. Entretanto, uma corrente de cientistas independentes, os céticos, como são chamados, questiona a contribuição do CO2 para o aquecimento global. Segundo eles, o aumento da temperatura do ar de 0,6ºC no último século é consequência do comportamento variável do clima, e não propriamente uma mudança climática. Para os céticos, os três pontos defendidos pelo IPCC são frágeis frente à variabilidade climática, que consiste de alterações em torno da média de uma determinada variável do clima. Representa, assim, o comportamento natural do clima do planeta. Na verdade, não há uma distinção absoluta entre mudança climática e variabilidade climática. O que pode parecer uma mudança climática na escala de décadas ou séculos poderia ser considerada apenas uma variabilidade climática na escala de dezenas de milhares de anos. Assim, o tamanho da série histórica de temperatura do ar é de suma importância para confirmar ou negar o aquecimento global. O último milênio é a fase da variabilidade climática melhor documentada. Todavia, as causas dessas flutuações, sua amplitude e o papel relativo da variabilidade natural dos sistemas e as mudanças nos controladores do clima (solar, orbital e vulcânica) ainda não estão totalmente esclarecidos. O IPCC considera o aquecimento global como fato consumado. Entretanto, considerando o comportamento variável do clima, não podemos ainda considerar o aquecimento global como fato consumado, pois existem incertezas devido às falhas na interpretação da ?ciência do clima?. Uma das principais incertezas científicas atuais é como o clima seria afetado pelas ?retroalimentações (feedbacks) climáticas?. Durante um processo de retroalimentação, mudanças em uma variável, tal como a concentração de CO2, causariam alterações na temperatura, que por sua vez, provocariam variações em uma terceira variável, como o vapor d'água, o qual causaria novamente alterações na temperatura. Essas retroalimentações poderiam amplificar ou amortecer a resposta do clima, provocando alterações imprevisíveis. Por esse motivo, o aquecimento global não pode ser considerado um fato científico consumado. Para a mídia, as mudanças climáticas são evidentes, não havendo, portanto, o que questionar. Qualquer chuva ou vento forte é consequência do aquecimento global, caindo desse modo no lugar comum. Por outro lado, mais e mais corporações têm demonstrado que, longe de ser uma ameaça para a economia <#>, o aquecimento global proporcionará uma nova geração de oportunidades. Os governantes, por sua vez, tomam suas posições nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas a partir da avaliação de sua vulnerabilidade potencial àquelas mudanças e dos custos que incorreriam se viessem a reduzir suas emissões. A teoria do auto-interesse preconiza a ideia de que cada país forma suas posições visando unicamente seus interesses nacionais, em oposição a qualquer atitude altruísta que busque o bem- estar das nações.
* Jorge Luiz Fernandes Oliveira é professor da Universidade Federal Fluminense (UFF)
21:58 - 12/03/2010

IMORALIDADE em Niterói

O mesmo Desembargador LUIZ ZVEITER que foi protagonista da anulação acima referida (- ver post anterior) , em decisão do CNJ de 05 de maio de 2010, por favorecimento à namorada e amiga, dias depois toma outra decisão suspeita que favorece mais amigos e familiares.
Dessa vez, o Desembargador anula a decisão da Juíza Margaret de Olivaes Valle dos Santos, da 4ª Vara Cível de Niterói, que determinou ao Município de Niterói que deixe de aprovar e suspenda autorizações emitidas para a construção de novos edifícios no Bairro Jardim Icaraí, que vem sofrendo uma violenta transformação – na qual suas casas estão se transformando em grandes prédios simultaneamente e sem qualquer planejamento associado às questões viárias e de transportes públicos. A decisão da Juíza se sustenta no fato de que essas autorizações foram emitidas sem a realização de estudos de impacto ambiental (EIA) e de impacto de vizinhança (EIV), exigíveis nos termos da legislação de Niterói.
Porém, o Desembargador LUIZ ZVEITER concordou com os argumentos do Município de Niterói de que essa decisão compromete a arrecadação de impostos e o planejamento das construtoras!?!? Eles se lixam para a qualidade de vida do cidadão!
Por sua vez, o Prefeito de Niterói, JORGE ROBERTO SILVEIRA, aquele que está há mais de 20 anos à frente da cidade, mas não sabia do Lixão do Morro do Bumba, ficou muito contente com a decisão do Desembargador, eis que já decidiu que seu candidato a Deputado Federal nas próximas eleições será o advogado SÉRGIO ZVEITER, que vem a ser o sobrinho do Desembargador LUIZ ZVEITER.
Seria uma precipitada impressão, ou estaria o Desembargador reincidindo na IMORALIDADE para atender a seus amigos e parentes???
Acessem o link a tramitação da Ação Civil Pública proposta pelo MPE contra o Município de Niterói, na qual pode ser lida a íntegra da decisão da Juíza e também encontrada mais uma VERGONHOSA decisão do Desembargador – que, em compensação, foi de uma celeridade poucas vezes vista no judiciário.

CNJ investiga presidente do TJ-RJ por favorecer ex em concurso

Portal Terra

RIO - O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Luiz Zveiter, é investigado por sindicância do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por suspeitas de favorecimento ilícito em concurso público. Zveiter é suspeito de ter beneficiado a ex-namorada Flávia Mansur Fernandes em um concurso para tabelião, realizado em 2008, quando era corregedor do TJ-RJ e presidiu a comissão do concurso. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O concurso foi anulado pelo CNJ em abril, após denúncias de inscritos, que questionaram também a aprovação de Heloísa Estefan Prestes, amiga de Zveiter. De acordo com a portaria que instituiu a sindicância, Zveiter nomeou Heloísa Prestes para o 2º Ofício de Justiça de Niterói, quando deveria ter nomeado o tabelião substituto mais antigo do cartório. Posteriormente, ele designou Flávia Mansur para ser tabeliã substituta no mesmo local. Segundo o CNJ, caso haja decisão para abrir processo administrativo disciplinar contra Zveiter, a punição máxima é a aposentadoria compulsória.

07:19 - 18/06/2010

A falta de “profetas da ecologia” no Rio

Leonardo Boff, Jornal do Brasil

RIO - Entre os dias 5 e 8 de abril do corrente ano, o estado do Rio de Janeiro (a cidade e outras vizinhas, especialmente Niterói) conheceram a maior enchente histórica dos últimos 48 anos. Houve grandes alagamentos nas principais ruas, deslizamentos de encostas, subida de um metro e meio das águas da Lagoa Rodrigo de Freitas provocada, em parte, pela elevação da maré que impediu o desaguar das águas pluviais. O mais terrível foi a morte de 200 pessoas, soterradas por toneladas de terra, árvores, pedras e lixo.
Entre outras, três causas parecem as principais causadoras desta tragédia, que, de tempos em tempos, se abate sobre a cidade, encantadora por sua paisagem que combina mar, montanhas e floresta, associada a uma população alegre e acolhedora.
A primeira são as enchentes propriamente ditas, típicas desta área subtropical. Mas ocorre um agravante que é o aquecimento global. A tragédia do Rio deve ser analisada no contexto de outras ocorridas no Sul do país com tufões, prolongadas chuvas com enormes deslizamentos e centenas de vítimas e da cidade de São Paulo que durante mais de um mês seguido sofreu enchentes que deixaram bairros inteiros ininterruptamente debaixo de águas. Analistas apontaram mudanças nos ciclos hidrológicos causadas pelo aquecimento das águas do Atlântico, como vem ocorrendo no Pacífico. Este quadro tende a se repetir com mais frequência e até com mais intensidade na medida em que o aquecimento global se agravar.
A tragédia climática trouxe à luz a tragédia social vivida pelas populações carentes. Esta é a segunda causa. Há mais de mil favelas (comunidades pobres), muitas dependuradas nas encostas das montanhas que serpenteiam a cidade. Elas não são culpadas pelos deslizamentos, como apontava o governador. Elas moram nestas regiões de risco porque, simplesmente, não têm para onde ir. Há uma notória insensibilidade geral pelos pobres, fruto do elitismo de nossa tradição colonial e escravagista. O Estado não foi montado para atender toda a população, mas principalmente as classes já beneficiadas. Nunca houve uma política pública consistente que inserisse as favelas como parte da cidade e por isso as urbanizasse, garantindo-lhes habitação segura, infraestrutura de esgoto, água, luz, saúde, escola e, não em último lugar, transporte. Sempre houve políticas pobres para os pobres que são as grandes maiorias da população e políticas ricas para os ricos. A consequência deste descaso se revela nos desastres que vitimaram tantas pessoas.

A terceira causa é a que eu chamaria de a falta de “profetas da ecologia”. Observando-se ruas e avenidas inundadas, viam-se boiando por sobre as águas todo tipo de lixo, sacos cheios de rejeitos, garrafas plásticas, caixotes e até sofás e armários. Quer dizer, a população não incorporou uma atitude ecológica mínima de cuidar do lixo que produz. Esse lixo entupiu os bueiros e outros sugadouros de águas pluviais, o que provocou a subida repentina das águas torrenciais e seu lento escoamento.

Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, nos oferece um belo exemplo. Sob a orientação de um irmão marista, Antônio Cechin, que há anos vem trabalhando nos meios pobres em volta da cidade, organizou centenas de catadores de lixo. Fez levantar cerca de 20 grandes galpões, perto do centro, na ponta da Ilha Grande dos Marinheiros, onde o lixo é selecionado, limpado e vendido a diferentes fábricas que o reutilizam. Conscientizou os catadores de que com seu trabalho estão ajudando a manter a cidade limpa para que seja um lugar em que se possa viver com gosto e alegria. Orgulhosamente os catadores escreveram atrás de cada carrinho, em grandes letras, o seu título de dignidade: “Profetas da ecologia”.

Assumiram como ideal as palavras de um de nossos maiores ecologistas, José Lutzenberger: “Um só catador faz mais pelo meio ambiente no Brasil do que o próprio ministro do meio ambiente”. Se existissem estes “profetas da ecologia” no estado do Rio de Janeiro, as enchentes seriam menos avassaladoras e centenas de vidas seriam poupadas.

Leonardo Boff é teólogo.

23:08 - 18/04/2010


- Até quando a sociedade ficará nas mãos desses políticos perdulários?

James Lovelock

A Teoria de Gaia de James Lovelock A visão da Terra do espaço, pelos olhos de um astronauta ou através da mídia visual, produz a impressão de ela se comportar como um planeta vivo, onde os seres vivos, o ar, os mares e as rochas se reúnem e interagem: o superorganismo Gaia (nome de uma antiga deusa grega da Terra).


A teoria de Gaia supõe uma Terra viva, sistema auto-regulador e auto-organizador, constituído de componentes físicos, químicos e biológico, impelido pela luz do Sol, no qual o clima e a composição química se mantêm em equilíbrio homeostático por longos períodos, até uma contradição interna ou força exterior provocar um abalo que leva a uma nova situação estável. Gaia começa onde as rochas da crosta terrestre encontram o magma no interior da Terra e vai até os limites da atmosfera; está sempre a mudar, porém, no breve espaço de uma vida humana, mantém-se estática pelo tempo suficiente para se constatar e se compreender sua beleza.

Em Gaia permanece ativo o mundo caótico que antecedeu a vida; a informalidade da associação de seus ecossistemas, e das espécies que a constituem, promove a sua longevidade e a sua força. A vida e o meio ambiente interagem num processo evolutivo indivisível e único, não se separam (ou seja, não é apenas o organismo que se adapta ao meio ambiente). Gaia está viva, é o maior organismo vivo do sistema solar, participa do Universo, e cada ser humano faz parte dela; mas já chegou a sua meia-idade e não apresenta a mesma robustez de eras anteriores: está sensível às perturbações humanas e busca um novo ponto de equilíbrio.

O calor do Sol tem aumentando progressivamente e a auto-regulação de que depende a vida pode estar ameaçada, principalmente com os agravos causados pelos seres humanos. Gaia deve ser vista como uma nova forma de encarar a Terra, a humanidade e seu relacionamento com as outras espécies vivas. Do ponto de vista mitológico e histórico, a teoria de Gaia resgata um valor de tempos passados, em que acreditar em uma Terra viva e num Cosmos vivo era a mesma coisa.

- Retirado da revista Filosofia: Ano II, nº 3.

Advinha quem não compareceu no dia da foto!



Esses são os coleguinhas do nosso presidente. Vocês ainda querem a Dilma?

Fome por Celso Pezza

O poeta russo Nikolai Nekrasov (1821-1878) disse certa vez: ?No mundo impera um czar impiedoso: Fome é o seu nome!?. Ele estava certo. De acordo com a FAO (Food and Agricultural Organization), entidade da Organização das Nações Unidas (ONU), tivemos, em 2009, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo passando fome. Este é o mais alto índice desde 1970, quando começaram a fazer estatísticas oficiais sobre o assunto. Este mal se concentra nos países não desenvolvidos e é a maior vergonha para o planeta. Também de acordo com a ONU e a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), temos entre 9-10 milhões de pessoas que morrem de fome por ano. Deste total, perto de 7 milhões são crianças com até 5 anos de idade. A fome é a principal causa de mortalidade no mundo, acima de qualquer doença. Em 1974, durante uma conferência mundial sobre alimentação, a ONU reiterou que ?todo homem tem o direito de ser livre da fome e da desnutrição?. Já a comunidade internacional deveria ter como objetivo garantir o acesso de todos ao alimento suficiente para uma vida sadia. Os anos se passaram, e em 2009, durante outra reunião, concluíram que, apesar de todos os esforços, a fome no mundo aumentou. A fome é como uma doença que afeta uma classe bem definida: aquela que não tem o mínimo recurso para pagar pela comida! Ela não afeta todas as classes da sociedade nem todos os países. Ela não pode ser classificada como uma pandemia, pois não é contagiosa. Mas ela mata mais do que qualquer doença existente na Terra. Há quem a classifique como uma doença social, e há quem diga que é inerente à civilização e que sempre existiu. Uns dizem que é falta de alimentos, mas, na verdade, o que falta é o acesso aos alimentos. A comida existe, e o desperdício é grande! As falhas de colheitas, transporte e armazenamento, o ato de jogar fora por questões econômicas e para manter os preços, e a ganância desenfreada de quem vive da desgraça alheia só contribuem para esta vergonhosa situação. O nosso próprio lixo é uma afronta a quem não tem o que comer. Muitos peritos nas questões de fome afirmam que a melhor maneira de reduzi-la é através da educação, pois as pessoas instruídas têm mais capacidade de sair do ciclo de pobreza que provoca a fome. Evidente que é necessário alimentar quem tem fome, mas o mais importante é dar condições para o ser humano ter uma boa educação que possibilite a sua emancipação, libertando-o da dependência de esmolas e doações de quem tem maior poder econômico. Dentro deste contexto, é interessante observar as recentes campanhas da fraternidade da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que elegeram para o ano de 2010 o tema Economia e vida, com o lema de que não se pode servir a Deus e ao dinheiro. Para 2011, também já foi escolhido o tema Fraternidade e vida no planeta, com o enigmático lema A criação geme em dores de parto. Uma dor de parto precede um nascimento. Será muita utopia imaginar que está para nascer um novo mundo sem a fome?
Célio Pezza é escritor, com formação acadêmica em química e administração de empresas.
23:51 - 10/03/2010

Como chegamos a esse número de presidiários durante o governo Lula? Algo estranho, não?

BRASÍLIA - O número de presidiários no Brasil mais que dobrou em nove anos. Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, a população carcerária do país saltou de 232.755, em 2000, para 473.626, em 2009. No mesmo período, a população brasileira cresceu 11,8%.
Boa parte do aumento se deve ao crescimento do número de presos provisórios, que aguardam julgamento. No ano passado, a modalidade atingiu a marca de 152.612 apenados, o que representa 44% do total de detentos do país. O número de presos provisórios no país subiu 7% em relação a 2008.e presidiários no Brasil mais que dobrou em nove anos. Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, a população carcerária do país saltou de 232.755, em 2000, para 473.626, em 2009. No mesmo período, a população brasileira cresceu 11,8%.



Boa parte do aumento se deve ao crescimento do número de presos provisórios, que aguardam julgamento. No ano passado, a modalidade atingiu a marca de 152.612 apenados, o que representa 44% do total de detentos do país. O número de presos provisórios no país subiu 7% em relação a 2008.População carcerária do Brasil mais que dobra em 9 anos.

Gasto de Lula com publicidade sobe 48% em 6 anos


RODRIGO RANGEL - Agência Estado

A propaganda do governo Luiz Inácio Lula da Silva chegou, no ano passado, a 7.047 veículos de comunicação de todo o País. O número é 1.312% superior ao de 2003, primeiro ano do governo Lula, quando 499 veículos receberam verba para divulgar a publicidade oficial.

De 2003 a 2009, a Presidência da República, ministérios e estatais gastaram R$ 7,7 bilhões com propaganda. Os gastos do ano passado, de R$ 1,17 bilhão, superaram em 48% os R$ 796,2 milhões investidos no primeiro ano de governo.

O aumento expressivo do número de órgãos em que a publicidade oficial é veiculada se deve a uma mudança de estratégia da comunicação do Palácio do Planalto: desde que Lula chegou ao governo, a ordem é regionalizar a propaganda e diversificar as maneiras de fazer o marketing governamental chegar à população. Os veículos que divulgaram publicidade federal em 2009 estão espalhados por 2.184 municípios, contra 182 em 2003.

Valor triplicado. Só com a publicidade institucional da Presidência da República, destinada a difundir a marca e os feitos do governo, foram gastos R$ 124 milhões no ano passado.

O volume é três vezes superior ao de 2003, mas não acompanha, proporcionalmente, a ampliação do número de veículos escolhidos para divulgar a propaganda federal. Isso significa que veículos de comunicação de abrangência nacional tiveram de dividir a verba que recebiam antes com órgãos regionais - alguns deles de pequeno porte, o que inclui rádios e jornais de interior sob controle de políticos de partidos aliados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Crédito de carbono movimenta US$ 138 bilhões em 2009

SÃO PAULO, 1 de julho de 2010 - O tema aquecimento global está na pauta do mundo todo, afinal, todos os habitantes do planeta são afetados pelo o que está ocorrendo. Até o momento, o meio mais eficaz para combater o problema é adotar o conjunto de resoluções definidas a partir do Protocolo de Kyoto, quando diversos países desenvolvidos de todo o mundo, se comprometeram a reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa em até 5,2% ao final de 2012, prazo final do primeiro período. Porém, não é uma tarefa fácil reduzir a poluição quando população e o consumismo crescem vertiginosamente.

Para que os países signatários do acordo pudessem atender aos objetivos de redução global dos níveis de emissão de gases, foram criadas medidas compensatórias como alternativa, dentre as quais o bem sucedido programa de Créditos de Carbono. Teoricamente, é um mecanismo simples, que consiste em um país ou empresa que não está conseguindo reduzir os seus níveis de emissão de poluentes, poder comprar os créditos de outra nação ou empresa de um país subdesenvolvido que está obtendo êxito na redução. Com isso, incentiva que diversas localidades do mundo busquem investir em mecanismos limpos de produção e, consequentemente, obtendo ótimos lucros com a comercialização de seus créditos excedentes.




Este é um mercado em franca expansão que, em 2005, movimentou US$ 3 bilhões e, em 2009, US$ 138 bilhões. A expectativa é de um crescimento vertiginoso nos próximos anos mas, apesar do Brasil estar entre os 3 países que mais negociam os créditos, ainda falta capacitação de mão-de-obra para a elaboração dos projetos para serem aprovados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o Dr. Fábio Odaguiri, mestre em Direito Ambiental e Internacional, este mercado dobra de tamanho todos os anos e ainda existe um enorme potencial de crescimento. "Para tanto, é necessário que haja a ligação entre as possíveis empresas produtoras do crédito e as empresas compradoras. Isso só é possível através dos profissionais qualificados para montar o projeto de crédito de carbono", explica.

Brasil inaugura siderúrgica, em meio à questão ambiental

Agência AFP

RIO DE JANEIRO - O megacomplexo Companhia Siderúrgica do Altântico (CSA), o maior investimento privado em 15 anos no Brasil, foi inaugurado nesta sexta-feira em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, em meio a sérias acusações de violações ao meio ambiente e aos direitos humanos, todas rejeitadas pela empresa.
O empreendimento, que inclui uma siderúrgica, uma termoelétrica e um porto com dois terminais, é uma parceria do grupo alemão ThyssenKrupp com a brasileira Vale. Os investimentos somam R$ 11,5 bilhões (5,2 bilhões de euros), financiados, em parte, pelo governo brasileiro.



A inauguração está cercada de polêmica. Representantes do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS) e federações de pescadores acusam a CSA de desrespeitar a legislação ambiental e, com isso, inviabilizar a pesca na bacia hidrográfica da Baía de Sepetiba - tradicional reduto pesqueiro da região, além de perseguir pescadores que se opõem ao projeto.

As acusações estão expostas em sete ações judiciais impetradas desde 2006 pela Federação das Associações dos Pescadores Artesanais do Rio de Janeiro (Fapesca, RJ), que representa 5,7 mil pescadores, exigindo indenizações que superam R$ 1 bilhão. Há três meses, a Justiça Estadual determinou a realização de perícias independentes em duas dessas ações, segundo Victor Mucare, advogado dos pescadores.

Mucare explica que a dragagem feita para a viabilidade operacional do terminal portuário trouxe à tona metais pesados que estavam sedimentados no fundo da baía. "Isso dizimou os peixes, e alguns deles passaram a registrar deformidades. A água virou uma lama tóxica", afirma, acrescentando que o problema foi agravado com a supressão indevida de manguezais. "Os pescadores perderam seus meios de subsistência, pois a pesca foi reduzida em 70%."

Além das violações ao meio ambiente, a CSA é acusada de perseguir pescadores que se opõem às obras. Em audiência pública na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro no ano passado, o líder da Associação dos Pescadores dos Cantos dos Rios (Apescari), Luis Carlos de Oliveira, disse ter recebido ameaças de morte de um miliciano contratado pela empresa como chefe da segurança. Após a acusação, o pescador teve de deixar o estado e ser incluído em um programa federal de proteção às testemunhas.

Segundo André Luis do Espírito Santo, vice-presidente da Fapesca, famílias inteiras tiveram de deixar Santa Cruz por conta de intimidações. "Quem ficou na região está com muito medo. Impera a lei do silêncio, mas todos estão indignados", afirma, lembrando que a empresa tentou "comprar" lideranças, fato que também consta no processo. "Houve líderes de associações que se venderam por R$ 400 mil, falsificaram assinaturas para retirar a ação e os pescadores não viram um centavo".

Tanto as acusações de envolvimento com milícias como de violações ao meio ambiente estão sendo investigadas em diversos inquéritos abertos pelo Ministério Público, que apura também a lisura do processo de licitação, explica Marcos Leal, titular da 3ª promotoria de Justiça de Proteção do Meio Ambiente do MP.

Sandra Quintela, economista do PACS, instituto de pesquisa econômica, lembra que o tema já vem tendo repercussão internacional. "Em janeiro, levamos a questão ao Parlamento alemão e propusemos à matriz a implantação de uma análise independente. Não tivemos sucesso." Em maio, a companhia também foi denunciada no Tribunal Permanente dos Povos (TPP), em Madri, entidade criada para julgar violações aos direitos humanos.

Contatada por AFP, a empresa admitiu corte de vegetação além do licenciado nos manguezais, mas informa que, após embargo da obra pelo Ibama, fechou acordo com o órgão para recuperação dessas áreas, processo que já está em andamento.

Segundo a CSA, a redução da produção pesqueira não foi "em nenhum momento comprovada" e que, por isso, a empresa vem contestando todas as ações a esse respeito na Justiça. A companhia diz realizar periodicamente o monitoramento da Baía de Sepetiba, e os relatórios são encaminhados às autoridades ambientais. Para a CSA, a qualidade da água permanece dentro dos limites programados e houve inclusive "aumento do volume de pescado na região em decorrência da dragagem".

Sobre as alegações de envolvimento com milícias e perseguição de pescadores, a empresa "rejeita categoricamente essas acusações caluniosas que não encontram nenhum respaldo em fatos" e que o serviço de segurança "é realizado por empresas legalmente estabelecidas e licenciadas por órgãos públicos competentes".

Em relação à denúncia feita contra um de seus empregados, a CSA alega ter feito investigação interna para saber "se o funcionário teria algo em seu registro que pudesse confirmar as alegações" e que "nada foi encontrado" para incriminá-lo.

O complexo siderúrgico tem capacidade para produzir até 5 milhões de placas de aço anualmente, sendo que 100% do minério de ferro utilizado na produção será fornecido pela Vale. A inauguração do empreendimento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

14:23 - 18/06/2010

domingo, 1 de agosto de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

PF teria descoberto desvios de R$ 700 milhões em obras públicas


Portal Terra

BRASÍLIA - A Polícia Federal teria descoberto desvios de R$ 700 milhões de reais em 303 obras públicas investigadas em 2009 pelo Serviço de Perícias de Engenharia e Meio Ambiente, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Os desvios teriam ocorrido em obras gerenciadas pela União, pelos Estados e por municípios. O relatório obtido pelo jornal mostra que o maior número de superfaturamentos teria ocorrido no Rio de Janeiro, com R$ 148 milhões em 14 obras avaliadas. Goiás teria o segundo maior valor em irregularidades, com R$ 136 milhões em 9 obras, e São Paulo ficaria em terceiro lugar com R$ 134 mi de sobrepreço em 4 obras.


A Polícia Federal não divulgou à reportagem os nomes das pessoas físicas e jurídicas envolvidos pois os inquéritos acontecem sob segredo de justiça. Perícias em duas operações da PF, Boi Barrica e Caixa Preta (relativa ao aeroporto de Goiânia) fariam parte do estudo. Em um trecho de 105 km da ferrovia teria ocorrido um superfaturamento de R$ 55 milhões, enquanto no aeroporto de Goiânia R$ 48 mi teriam sido desviados no superfaturamento do concreto utilizado na obra e em serviços de terraplenagem jamais utilizados. A assessoria do consórcio Odebrecht/Via Engenharia,executor da obra, teria afirmado que a PF desconsiderou vários serviços aplicados em seu laudo.

13:07 - 06/03/2010

Acerto entre empreiteiras envolveu até prédio da PF


Leonardo Souza e Renata Lo Prete, Folha de S. Paulo, JB Online BRASÍLIA -


Auditoria do governo e inquérito da Polícia Federal concluíram que empreiteiras montaram um "consórcio paralelo" para construir a sede do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, informa reportagem de Leonardo Souza e Renata Lo Prete publicada nesta sexta-feira pela Folha de S. Paulo. No INC trabalham peritos que investigam esses consórcios, formados para driblar processo de licitação. As quatro empresas <#> acusadas de fraudar a concorrência da sede do INC puseram as cláusulas do acerto em contrato, no qual detalham a divisão "por fora". O acordo veio à tona porque a empreiteira vencedora, a Gautama, deu calote nas demais. Com isso, uma das empresas <#> "prejudicadas", a Atlanta, entrou com ação na Justiça para fazer valer o esquema paralelo. Em 2007, a Gautama foi alvo da PF na Operação Navalha, que apontou superfaturamento e desvio de verba pública em obras espalhadas pelo país. A empresa <#>, assim como as outras envolvidas no caso (Atlanta, Vértice e Habra), não falou sobre a acusação. Segundo reportagem da Folha publicada no último domingo, documentos de inquéritos da Polícia Federal indicam que empreiteiras repartem, à margem das licitações, a execução e o pagamento de obras públicas. Segundo os documentos, as construtoras acertam quem vai executar uma obra. Depois, participam separadamente da licitação. Escolhida a vencedora, a partilha é feita por fora, num "consórcio paralelo". Esse esquema, relata a PF, operou nas licitações dos metrôs de Salvador <#> e do Rio, entre outras. Ao todo, 12 construtoras são investigadas por suposta formação de cartel; juntas, têm receita anual de R$ 20 bilhões. Folha de S. Paulo 05:51 - 19/03/2010

Com o c* na reta


Lula deu uma de Pôncio Pilatos. Tirou o dele da reta. Mas será que só o deputado federal Ibsen Pinheiro é responsável pela convardia contra o RJ???

Manifestação


Manifestantes da ONG animal natural protestam contra a liberação da caça às focas no Canadá, diante do escritório comercial do país em Barcelona, na Espanha. Foto: Luis Gene (AFP)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Do direito à morte digna


Reis Friede, Jornal do Brasil





RIO -

Resta extremamente penoso constatar que o nosso país continua a ser – não obstante todos os alardeados avanços sociais e políticos – uma simples democracia formal, não tendo logrado atingir, até o presente momento, o almejado patamar evolutivo de uma autêntica democracia material que, em última análise, se caracteriza, acima de tudo, pela real e efetiva implementação de um estado laico, bem como pelo absoluto respeito aos direitos fundamentais, especialmente os associados à dignidade humana.


Destarte, não há como deixar de reconhecer que a sociedade brasileira nunca deixou de se caracterizar, pelo menos em alguma medida, como uma metrópole de nítidas feições medievais, por viver permanentemente atrelada a um autêntico fundamentalismo religioso, particularmente de índole católica – tão rigoroso e extremado (ainda que mais dissimulado em relação aos clássicos radicalismos religiosos– de feição xiita ou de qualquer outra natureza – que simplesmente vem, reconhecida e sistematicamente, impedindo qualquer tipo de avanço social perceptível. E, mais do que isso, qualquer debate sóbrio e desapaixonado sobre temas que, em países verdadeiramente democráticos (democracias reconhecidamente qualificadas como de “conteúdo”), traduzem, sobremaneira, a genuína e almejada garantia de proteção aos direitos invioláveis relativos à dignidade humana, dentre os quais o direito inalienável a uma morte digna.

Neste sentido, é forçoso verificar que, se, por um lado, o catolicismo brasileiro (ou qualquer outra crença verde e amarela) revela-se, por imperativo constitucional, um inconteste direito, no âmbito da ampla liberdade religiosa que rege o regime democrático nacional, não pode ser, por outro, uma verdadeira (e sutil) realidade impositiva (em forma, inclusive, de inaceitável desafio aos ditames legais vigentes), ao ponto extremado de simplesmente determinar como e quando devemos morrer (e, provavelmente, com muita dor e sofrimento, buscando reproduzir, impositivamente, para todos, o exemplo da redenção de Cristo) Todos nós devemos ter per si o direito inalienável de, na qualidade de indivíduos-cidadãos, confessarmos outras crenças (inclusive a própria ausência de crenças), e, desta feita, o correspondente direito de escolher o momento e o tipo de morte que interpretamos como mais digno e adequado em relação à nossa breve e controvertida existência no planeta.

Pensar de modo diverso, é simplesmente obrigar todos os cidadãos brasileiros a viverem sob o manto de uma pseudo-democracia, em um regime meramente “continente” e “formal”, que apenas reproduz uma enganosa aparência democrática, desmedidamente reveladora, neste sentido, quando afirma, em palavras vazias, uma suposta (porém frágil e falseada) defesa dos direitos individuais.

Ainda que estes se apresentem expressamente consignados na Constituição, com especial ênfase no mais importante dos direitos humanos que se expressa, neste contexto analítico, através do sublime respeito à dignidade humana, considerando, sobretudo, que não há nada mais indigno, desrespeitoso e ultrajante do que obrigar qualquer ser humano a submeter-se aos verdadeiros rituais religiosos (mesmo quando estes possam se apresentar chancelados por expressiva parcela da sociedade que os entenda como corretos) que, desta feita, nos são impostos à nossa própria vida, ditando e orientando nossos comportamentos e impedindo que possamos, minimamente, decidir aspectos próprios e particulares, de indiscutível natureza de foro íntimo, relativos à nossa própria morte.

Reis Friede, além de desembargador federal, é mestre e doutor em direito e professor adjunto da Escola de Direito da UFRJ.

Anistia impossível


Dalmo Dallari, Jornal do Brasil





RIO - Quando se tratar de crimes cometidos contra uma pessoa ou um grupo de pessoas, ou contra toda a coletividade, afrontando os direitos consagrados numa ordem jurídica nacional, é possível cogitar-se da hipótese de anistia para os criminosos. Deverá estar prevista na lei a possibilidade de anistia, sendo também legalmente fixados todos os requisitos para a concessão da anistia, indicando-se expressamente quais os órgãos e quais as autoridades públicas, que exercendo função de governo por mandato recebido do povo, poderão participar do processo de concessão da a anistia, livrando os criminosos de punição.

Como bem observa o eminente mestre do Direito Constitucional José Afonso da Silva, em sua obra Comentário Contextual à Constituição(São Paulo, Malheiros, 2005, pág.399), a concessão de anistia acarreta a extinção da punibilidade, ou seja, mantém-se o reconhecimento de que foi praticado um crime, mas por motivos de conveniência pública as autoridades legalmente autorizadas podem decidir que o criminoso não será punido. No caso do Brasil a concessão de anistia depende de lei federal, que deverá ser aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da República, conforme as regras estabelecidas no artigo 21, inciso XVII, da Constituição e no artigo 107, inciso II, do Código Penal.

Fixados esses pontos básicos, fica evidente a impossibilidade jurídica de concessão de anistia aos que tiverem praticado crimes contra a humanidade. Essa categoria de crimes foi reconhecida e proclamada por organizações internacionais em várias oportunidades, após a constatação das tremendas violências cometidas contra seres humanos durante a segunda guerra mundial.

Reconhecida essa categoria de crimes, foi evidenciado que eles podem ocorrer não só numa circunstância de guerra, mas também no interior dos Estados, pelas ações brutais e desumanas levadas a efeito por pessoas degeneradas, ambiciosas, prepotentes e intolerantes, que desprezam a Ética e o Direito e usam de extrema violência contra seres humanos, ofendendo sua integridade física e mental e sua dignidade, para atingir seus nefandos objetivos.

Merece especial referência um documento de extraordinária importância, aprovado pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 26 de Novembro de 1968, que é a Convenção sobre a Imprescritibilidade dos Crimes de Guerra e dos Crimes contra a Humanidade.

Reafirmando a repulsa absoluta a essa espécie de crimes e a convicção da humanidade de que não pode haver tolerância, e muito menos perdão, para criminosos dessa natureza, a ONU acrescentou que para eles não poderá existir prescrição, o que significa que os criminosos poderão e deverão ser punidos sempre que possível, não importa quanto tempo tenha decorrido desde a prática dos crimes.

Não é preciso mais para que se conclua, com absoluta segurança, que os crimes contra a humanidade não são passíveis de anistia. Com efeito, quando se trata de um crime contra a humanidade nenhum governo tem legitimidade para conceder anistia aos criminosos, pois a vítima é toda a humanidade e a ordem ofendida é a ordem universal, aí incluídos os preceitos éticos e jurídicos proclamados na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Assim, só a humanidade, no seu todo, poderia conceder anistia nesses casos, livrando de punição os responsáveis, sendo absurdo jurídico pretender que uma lei nacional conceda anistia a quem praticou crimes contra a humanidade.

Dalmo Dallari é professor e jurista.

22:54 - 19/04/2010

domingo, 7 de março de 2010

Nota 0 para o prefeito


Já se passou um ano e o prefeito atual tem demostrado que não tem capacidade de administrar a cidade do Rio de Janeiro. Está provado que em nenhuma parte do mundo se governa sem consenso, ou perseguindo os miseráveis. O que falta no afilhado da serpente é maturidade política. Não adianta tentar governar com a mão de ferro e querer consertar o que esta errado há décadas sem primeiro sentar com todos os segmentos da sociedade e procurar caminhos para saídas menos traumáticas e mais inteligentes. Com isso ele estaria se fortalecendo, mas como o seu padrinho político só cometeu erros bizarros, até com classe média, a exemplo dos pardais eletrônicos, onde se multa com o avanço do sinal em atenção (semáforo no amarelo). Confesso que fui enganado. O prefeito de paz só tem o sobrenome. Nas próximas eleições, eles terão respostas à altura. Nota 0 para o “prefeito”.

Gabeira quer política para mijões











Do deputado Fernando Gabeira:
“O chamado choque de ordem no Rio é algo que deveria ser um pouco mais discutido. Não é possível alterar a ordem urbana sem pedagogia e infraestrutura, contando apenas com a repressão. A cidade parece ter entendido isto no carnaval ao colocar os banheiros químicos à disposição dos foliões. Mas os colocou em número tão pequeno e em condições tão precárias que o xixi acabou sendo um personagem do carnaval, com mais de 300 prisões e inúmeros artigos de jornal.
Construções como os Arcos da Lapa parecem ameaçadas pelo ácido da urina e, como se não bastasse, pelo ácido dos detergentes aplicados para neutralizar o xixi. A hora, antevéspera da Copa do Mundo e Olimpíadas, é de tentar resolver este problema de uma forma durável e adulta, sem esse espetáculo de guardas correndo atrás de mijões e banheiros químicos que horrorizam os transeuntes com seu cheiro.
É preciso uma política que passe pelo desenho de banheiros públicos que possam ser construídos e patrocinados por empresas, por um estímulo aos bares e restaurantes, sobretudo os primeiros, para a construção de banheiros adequados. Interessa a algumas empresas patrocinar banheiros limpos, assim como uma ligeira dedução do IPTU para efeito de remodelação dos banheiros em bares, restaurantes e lojas.
Só um processo planejado de médio prazo poderá superar, duplamente, a desordem urbana e a limitação mental dos que a combatem. Não é bom para o Rio que as pessoas façam xixi na rua; mas é ruim também para nossa imagem nacional e internacional que a prática seja combatida de uma forma tão desastrada. Por que não apresentar um projeto mais amplo? Por que limitar-se ao espasmo do carnaval, tornando o desejo de limpeza em uma galhofa?”

Melancólico desfecho da Cop 15 foram as trevas








Rumo ao desastre, artigo Leonardo Boff em eco debate: Uma jovem e talentosa atriz de um novela muito popular, Beatriz Drummond, sempre que seus planos fracassam, usa o bordão: são as trevas! Sim a humanidade penetrou em uma zona de trevas e de horror. Estamos indo ao encontro do desastre. Anos de preparação, dez dias de discussão e a presença dos principais lideres políticos do mundo não foram suficientes para espancar as trevas mediante a um consenso na redução de gases de efeito Estufa que impedisse chegar a dois graus Celsius, ultrapassando esse nível e beirando os três graus. O clima não seria mais controlável e estaríamos entregues á lógica do caos destrutivo, ameaçando a biodiversidade e dizimando milhões e milhões de pessoas.

Manifestações questionando as mudanças climáticas

Retiradas do jornal Estado de São Paulo em 03/03/2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Dívida pública brasileira chega a R$ 1,38 trilhão


A dívida pública federal do Brasil teve aumento no mês de fevereiro de 2,13%, atingindo R$ 1,38 trilhão, o que deixa o Brasil ainda mais vulnerável aos efeitos da recessão mundial

26 de março de 2009

A farra da distribuição de dinheiro público para os bancos, empresas e outras instituições financeiras falidas, feita pelo governo Lula no último ano, elevou a dívida pública federal.
No mês de fevereiro, houve aumento de 2,13% na dívida, que chegou ao patamar de R$ 1,38 trilhão. No mês de janeiro, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida estava em R$ 1,35 trilhão. Esta dívida concentra as dívidas interna e externa
Os dois principais fatores que provocaram a elevação da dívida pública foram o pagamento de juros feito pelo governo, no valor de R$ 11,36 bilhões e a emissão de títulos públicos de R$ 14,94 bilhões.
Outras dívidas também apresentaram alta. A dívida mobiliária, volume de títulos que o Governo emitiu e vendeu ao mercado, que teve alta de 2,15%, passando de R$ 1,221 trilhão para R$ 1,247 trilhão.
A dívida externa também teve alta de 1,87%, atingiu o valor de R$ 133,6 bilhões em fevereiro frente aos R$ 131,14 bilhões de janeiro.
A elevação da dívida pública federal indica de maneira resumida que o governo está entregando todo o patrimônio nacional para a mão dos capitalistas, especuladores, banqueiros e todo o tipo de parasita social.
Enquanto a população sofre com serviços públicos de péssima qualidade, está perdendo emprego, ficando mais pobre, o governo Lula, em meio à maior crise do capitalismo destina bilhões de reais recolhidos de impostos pagos pelos trabalhadores para os cofres de banqueiros internacionais que estão sendo sustentados à custa da miséria e exploração da classe operária brasileira.


retirado de CAUSA OPERÁRIA ONLINE
Justificar

LUGAR DE QUEM COMETE DELITO EM FLAGRANTE É NA CADEIA


FOI EM 27 DE JUNHO DE 2007, PRIMEIRO ANO DO GOVERNO SÉRGIO CABRAL, QUE SE FIRMOU UMA PARCERIA ENTRE O GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, ATRAVÉS DA POLÍCIA MILITAR E CIVIL, COM O GOVERNO FEDERAL, ATRAVÉS DA FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA DO GOVERNO LULA.
O EFETIVO POLICIAL CONTOU COM UM TOTAL DE 1.350 HOMENS E A INTERVENÇÃO CULMINOU EM UM ÚNICO DIA COM 19 PESSOAS MORTAS E 62 FERIDAS POR ARMAS DE FOGO.
NÃO PODEMOS ESQUECER O FATO, QUE JÁ VIVEMOS UM ESCANDALOSO MASSACRE
DEVEMOS LEMBRAR QUE EM JUNHO DE 2014, QUANDO FOR REALIZADA A COPA DO MUNDO NO BRASIL, PODEREMOS VIVER A MESMA FACHADA QUE ACONTECEU NA VÉSPERA DO PAN, EM 2007, COM CHACINA PIOR DO QUE A CITADA ACIMA. QUERO RESSALTAR QUE EM 2010 [COPA NA AFRICA DO SUL], COMPLETARÁ 3 ANOS QUE OCORREU A TRÁGICA OPERAÇÃO POLICIAL NO COMPLEXO DO ALEMÃO, DENOMINADA CHACINA DO PAN.
CABE A TODOS OS BRASILEIROS, FICAREM ATENTOS NO QUE ESTÁ POR VIR NA INTENÇÃO DO GOVERNADOR EM QUERER INSTALAR TAIS UPPS NAS COMUNIDADES PARA DAR FALSA VISIBILIDADE DE SEGURANÇA PARA SOCIEDADE .
CABE A TODOS [OS CARIOCAS OU NÃO] QUE RESIDAM NO RIO DE JANEIRO, PRINCIPALMENTE NAS COMUNIDADES, FICAREM ATENTOS PARA O QUE POSSA VIR ACONTECER NOS PRÓXIMOS ANOS.
ESTÁ NA HORA DO NOSSO POVO MAIS HUMILDE SOLTAR SEU GRITO PARA O MUNDO, ANTES QUE OUTROS MASSACRES DE MELHEANTIZINHOS OCORRAM...
E QUE TAMBEM SE TENHA MAIS APREÇO PELOS NOSSOS VALOROSOS POLÍCIAIS MAL RENUMERADOS E MAL ALIMENTADOS E QUE SÃO JOGADOS CONTRA SEUS IRMÃOS
EXCLUÍDOS E ESQUECIDOS HÁ DÉCADAS POR VÁRIOS DESGOVERNOS.
NA MINHA ÓTICA E DE MEUS FAMILIARES. ESSA POLÍTICA DE CONFRONTO SÓ CHEGOU A ESSE PONTO, PORQUE HÁ UMA GRANDE DEMONSTRAÇÃO DE FALÊNCIA DO ESTADO EM TODOS OS SETORES. PRECISAMOS RECICLAR OS POLÍTICOS, POIS ESTAMOS REGRIDINDO AOS TEMPOS DAS BARBÁRIES.
NÃO PODEMOS NOS ESQUECER DO DIA 27 DE JUNHO DE 2007, DA CHACINA DO PAN, E DE OUTRAS TANTAS!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Relação da atmosfera no excesso de gás carbônico


O gás carbônico é o principal subproduto da queima dos combustíveis fósseis para obtenção de energia. Não há como obter energia a partir da matéria orgânica sem gerar gás carbônico.

O gás carbônico é mais denso que a mistura gasosa que compõe a atmosfera. Por isso, a tendência do referido gás é permanecer nas camadas mais baixas da atmosfera. A mistura do gás carbônico com os gases atmosféricos só acontece devido à variação da pressão, ventilação, movimentação dos mares e oceanos, movimentação da terra, ventos, chuvas e calor solar.

O gás carbônico é isolante térmico, não é tóxico, é inerte, mas por ser mais denso que o ar, expulsa o oxigênio dos ambientes mais baixos, ocupando seus espaços, podendo provocar asfixia.

Os grandes centros produzem gigantescos volumes aquecidos de gás carbônico, que pelos motivos expostos, ficam estacionados no local da sua geração, formando bolsões térmicos sobre o local de origem com pouca ou nenhuma dissipação ou movimentação.

Imaginemos o estrago que um bolsão térmico, contendo baixas temperaturas faz quando rompe um grande volume de massa de gás carbônico aquecida.

Pode-se fazer uma experiência bastante simples enchendo duas bexigas de borracha, dessas usadas em festas infantis. Coloque uma na geladeira e outra deixe a temperatura ambiente ou, melhor ainda, sob o sol quente.

Após meia hora, pressione uma contra a outra, fazendo com que se rompam simultaneamente. Observaremos a formação de gotículas de água se precipitando imediatamente. Fenômeno parecido acontece freqüentemente ao nosso redor. Por exemplo, a cidade de São Paulo após um dia inteiro recebendo descarga de gás carbônico e vapor aquecido durante todo o dia. A atmosfera local está aquecida e saturada de gases, principalmente de gás carbônico. Não nos esqueçamos que São Paulo fica localizada num planalto bem acima do nível do mar e a massa fria que vem do sul, à medida que caminha, vai se aquecendo e as moléculas aquecidas tendem a procurar pontos mais altos.

Quando as duas massas de gases se encontram, a quente que está estacionária e a fria que está chegando, invadindo a massa mais quente, acontece uma rápida precipitação atmosférica. As águas se precipitam de uma só vez, provocando enchentes catastróficas.

Quanto mais gás carbônico na atmosfera, pior será a situação. O gás carbônico dificulta a mobilidade dos gases por ser mais denso, formando barreiras, impedindo a mistura e homogeneização dos gases e vapores e a conseqüente irregular distribuição da umidade, concentrando-se em determinados locais e áreas diferentes. Daí a chuva mal distribuída, muitas vezes no centro de São Paulo chove torrencialmente e no subúrbio, a alguns quilômetros de distância, o sol brilha.

Esse fenômeno pode ser local ou global, é o efeito estufa. O efeito estufa está acabando com a vida no planeta, alterando o habitat e as condições de vida na terra. O calor não dissipa, não há equilíbrio térmico, resultando na sensação de frio ou calor excessivo.

O calor recebido do sol e o calor retido dos bolsões térmicos são somatórios, cumulativos e não há troca térmica com a irradiação natural para o espaço devido ao bloqueio formado pelo excesso de gás carbônico, havendo uma tendência a um aumento contínuo do calor, facilmente explicável, pois a cada segundo, o mundo queima mais barris de petróleo, mais ou menos 160000 litros.

Ainda querem tocar no mundo mais cem bilhões de barris desse maldito petróleo na atmosfera, que deixaremos para futuras gerações. Com toda certeza, uma herança maldita.